sexta-feira, 1 de agosto de 2014

3º Festival Cenáculo de Teatro Cristão

A preparação

Esse Teatreiro que voz escreve e sua trupe (Grupo Teatral P.A.R.E.) foram selecionados para o 3º Festival Cenáculo de Teatro Cristão, em Duque de Caxias-RJ (26 e 27 de julho) com o espetáculo Fábrica das Desventuras e nos últimos meses apenas focados para se preparar para novo desafio. Sempre com todos os obstáculos possíveis para quem se propõe realizar arte para Deus, passamos diversas provações.

A viagem

Enfim chegou a véspera, dia que planejamos sair de São Paulo rumo à Duque de Caxias -RJ. O combinado seria descansar o que fosse possível para poder dirigir a noite toda, sem crise. Mas a ansiedade e a vontade de chegar logo não permitiu meu corpo descansar.  As 02 da matina estava ligado no 360 Volts pronto para viajar, ao todo fomos em 3 carros, 2 com a trupe e um com o cenário. Todos que foram no meu carro prometeram ir acordados para ajudar no traslado. (Você acreditou? rs) Bom, não passaram do primeiro pedágio na estrada. Durante a viagem, foi possível rezar um terço para agradecer e me deixar ligado sem que cansaço me abatesse. Realizamos a primeira parada, abastecemos (o carro e nós.. rs), voltamos à estrada já com uma leve garoa e neblina, para deixar mais desafiante a viagem.

Chegamos bem, pronto para o desafio: Fazer arte em Duque de Caxias, no teatro Raul Cortez.

Chegada ao Festival

Lá, fomos bem recepcionados pela equipe curadora do Festival. Reencontramos muitos amigos (Organizadores do festival e de outros grupos) que acaba apenas nos vendo nos festivais por causa da distância, porém que mantemos contato pelas redes sociais e guardamos muito apreço, admiração e carinho. Conversamos, brincamos nos assentamos ansiosos para o início do festival, pois sempre é uma oportunidade única de ver inúmeros teatreiros ousando fazer arte, com amor e com um objetivo, que seja social ou religioso.

Iniciou o festival com o carisma de ambos os apresentadores: Rafael Pinna e sua mãe Juçara Pinna... Onde fomos agraciados em todo festival com essa sublime presença nos intervalos das apresentações.

Os espetáculos

Bom, esse humilde Teatreiro vai descrever o que viu em todos os espetáculos na ordem que foram apresentados, exceto a nossa apresentação que deixou para o final. São apenas opiniões pessoais que espero que entendam da melhor forma possível.

O Voo da águia (Hupernikao) - A ideia proposta muito boa, a história, a proposta de apresentação muito interessantes, apenas achei que algumas cenas as vozes ficaram um pouco baixo, mas nada que tirasse o brilho. Um espetáculo que reunia também dança e canto que envolvia. Com um cenário que nos despertava as lembranças da personagem com afago de um ninho. Acredito que com o tempo e com as melhorias que apenas o tempo traz a um espetáculo, ficará melhor. Enfim, o festival começou bem.

"Deus mi livre" (Os Bipolares) - Stand up que me fez até despertar do cansaço de não ter dormido. Muitas risadas e uma forma bem irreverente para contar as passagens bíblicas propostas. Simplesmente adorei. A performance, as pausas com o RAP, muito bem elaborada e com ao humor rasgado.

O esquisito (Unidev) - Já tinha o prazer de assistir outros espetáculos desse grupo que, mesmo não tendo tanto contato, aprendi a admirar. O esquisito traz uma ideia tanto simples como objetiva, mas o que chamou atenção no espetáculo foi a pequena empregada e o ator que fez o Esquisito. As vezes nos prendemos na expressão que realizamos em palco, porém ficar estático, apenas realizando movimentos em momentos específicos, é as vezes mais difícil do que qualquer outra expressão realizada de outro ator/atriz em cena. A forma de marcação no chão para instrução dos atores/atrizes, simplesmente admirável, mostrando que independe das dificuldades, se há amor e dedicação no que se faz não existe o impossível.

Brasil sem fome (Chokmah) - Espetáculo que já havia assistido em uma outra oportunidade e que realiza uma provocação social desde o início. O fato de iniciar como um espetáculo simples e de repente é interrompido por um mendigo, no qual, percorre o teatro gerando olhares desconfiados e, as vezes, discriminatórios, faz esse espetáculo especial. Até perceber que faz parte do espetáculo, desperta inúmeros sentimentos e opiniões adversas com a cena da tentativa de expulsão. Percorre de forma sublime e equalizada ao tema proposto. Realmente cativante.

EVA 360 (Serragem - Núcleo de Investigação Cênica) - Estava curioso a assistir o espetáculo desde a leitura da sinopse, confesso que valeu a pena apreciar. Acredito que fomos adoravelmente provocados pelo formato proposto, pela bela apresentação dos seus atores e atrizes, pela música citadas, enfim, fomos convidados a sair do nosso comodismo e embarcar sem pudor, sem médias palavras a um espetáculo fantástico vivo que persiste em permear na mente após o espetáculo. Enfim, se deliciar com a maçã com um belo trabalho.

O Sapatinho Mágico (Cia. Raízes do Mundo) - Iniciar o domingo com um espetáculo infantil igual a esse foi realmente delicioso. Foi o que o Sapatinho Mágico propôs, Música "Chiclete" que ficou na mente por muito tempo, razões sociais ditas de forma simples e direta para que crianças e adultos assistam e engajem para Cidade da Esperança em um formato lúdico e agraciado.

O Tratado (ONG ECOA) - Outro espetáculo que já tinha o prazer de ter apreciado em um festival anterior. Inicialmente, foi intrigante de ter a proposta do público assistir no palco e embarquei na ideia. A principio, de onde estava, mesmo podendo levantar, perdi algumas cenas que ocorriam atrás de outras cadeiras, porém o aroma, o ambiente que nos envolve de forma cativante e viciante. Ver as personagens ao lado, sentir sua respiração, a riqueza nos detalhes de expressão (tanto corporal como de cena), foi possível visualizar os locais que a história te carregava. Assistir do palco realmente foi uma provocante e fantástica oportunidade: Enxergar o espetáculo de um outro prisma.

Com o Rei na Barriga (Cia Teatral Reticências) - Outro espetáculo que também já tinha o prazer de ter apreciado em um festival anterior. Uma história gostosa de assistir, abrilhantada por uma boba talentosa que traz um brilho maior para o espetáculo. História que a povo claramente abraçou e participou ativamente. Um conselheiro medroso, um soldado amoroso com seu rei, um rei atrapalhado, uma princesa apaixonada, um rebelde forte, um povo que clama por mudança, enfim, um tema bem tratado. Poxa, mas tinha que ser o Brasil? (risos)

Salve Jorge (Devotos da Arte) - Um espetáculo que me trouxe a história do santo guerreiro que não conhecia em seus detalhes. Bem contada, diga-se de passagem. Agraciada por inúmeras canções que envolve São Jorge que nos lembrava do quão ele é querido por todos. E para finalizar com chave de ouro, um belo cavalo com o Dragão, simplesmente inesquecível aquela imagem.

Nossa apresentação - Fábrica das Desventuras

Nos preparativos de nosso espetáculo, estava super nervoso, no qual, minhas mãos não paravam de soar. Já na cabine de luz e som, percebi que estava demorando demais, fui ao palco e o pano proposto para efeito de sombras estava demorando para ser montado e que até os organizadores do festival ajudava a finalizar. Ajudei e subir para me preparar.

Iniciou o espetáculo com o formato proposto e seguindo normalmente quando de repente. "Buummmm", acaba a luz o teatro inteiro! 

Naquele momento vi que estou bem de coração, se não, teria infartado naquele momento! Correria geral da equipe do festival para resolver rapidamente, prontos para cancelar o espetáculo, vi uma das cenas mais bonitas que já vi nessa minha caminhada teatral: Em nenhum momento atores e atrizes pararam a cena e de forma solidária a publico como um todo, ligaram os celulares para iluminar a cena e deixar continuar o espetáculo. Vi de forma prática aquela frase: "O Show tem que continuar! " Disse não, para não cancelar a apresentação e continuamos, em poucos minutos fomos apreciados com o retorno de energia e o espetáculo continuou até sua finalização. Uma mostra de carinho e auxilio de muitos ali, arteiros como nós, ajudando a chegar ao final do espetáculo. Tendo a certeza que podemos melhorar e que não temos nenhum apoio, por esse gesto valeu toda a viagem e ter ido ao festival.

Agradeço a todos que iluminou nossos corações quando um espetáculo seria assassinado no meio por falta de energia. Foi mágico a ação e nos comoveu muito no final dele.


A hospedagem e final do Festival

Fomos ao local oferecido para descansar e comer algo. Chegamos na Paróquia fomos muito bem recebidos.

Realizamos algo que sentia falta em outros festivais, o bate papo entre os grupos, o festival, os jurados para trocar ideias, experiências e estreitar relações. Saber que atrás de todo o trabalho quais os obstáculos foram enfrentado e vencidos para estar lá. Histórias realmente interessantes e vimos que não estamos só em problemas.

Jantamos, uma comida, simplesmente deliciosa. Sabe aquela comida que você sente que foi feita com amor e esse sentimento lhe invade, pois bem, foi assim que nos sentimos. Dormimos, tive o prazer de participar da missa de lá, antes de caminhar até o festival.

Vi uma ótima ideia de ação de graças, envolvendo a religião das diversas que se encontram no festival. Uma forma de igualdade e respeito por cada uma.

Iniciamos nossa bagunça após a Ação de Graças e logo passou a premiação. Como assim? Acabou?

Pois é, pegamos o caminho para casa novamente. Cansado, mas com a sensação de missão cumprida da melhor forma possível. Na parada encontramos a Galera do Reticências, onde pudemos trocar mais ideias e contatos, foi um prazer!

Enfim, cheguei em São Paulo bem, deixamos todos, fui para cidade que moro, trabalhar normalmente sem dormir, porém com o coração cheio de lembranças boas, boas ideias e espetáculos e faz esse ousado teatreiro buscar cada vez mais e mais estar perto desses teatreiros fantásticos que se encontraram nesse festival.

Merda à todos e nos vemos em uma outra oportunidade!!! Bo


m se quiserem, deixem seus comentários, suas impressões, suas críticas fiquem a vontade...


Segue os links do festival e do PARE para confirem as fotos e mais informações.










domingo, 27 de abril de 2014

Voltando...

Prezados amigos teatreiros,

Praticamente um ano sem escrever um post qualquer. Praticamente um ano, sem ter coragem de proferir um pensamento ou indicação de leitura...
 - Um projeto que consumiu todo o tempo, com problemas, do tipo:

  1. Agenda dos integrantes;
  2. Integrantes que saíram;
  3. Agenda de integrantes
  4. Alteração de roteiro;
  5. Cenário que não saía;
  6. Sonoplastia que não saía,
  7. Panos dos figurinos que sumiram
  8. Costureira que parou de costurar e deixou nossos figurinos parados,
  9. Etc, etc, etc...
Enfim, tantos foram tanto os problemas que cheguei a pensar em desistir do projeto e partir para o próximo, cheguei a ficar desanimado e até desmotivado.


É meus caros teatreiros, não foi fácil, mas uma hora pensei que parecia impossível! Percebi nesse momento de turbulência e de dificuldades, não basta apenas querer, tem que persistir, ter fé e amar de verdade o que faz e ainda ter coragem para fazer o que precisa ser feito.

Reuni forças e nos nesse ano, finalmente saiu do papel, levamos nosso espetáculo para um festival e as palavras que ouvimos lá foi exatamente o ânimo e as palavras que precisávamos para continuar em frente e persistir. O gás que renovou todo grupo. Mesmo o projeto ainda não está pronto como pretendemos, ficará melhor, pois temos certeza que estamos no rumo certo.

Sempre é hora de aprender, melhorar e renovar. Afinal, teatro é experimento! Então vamos nos mexer... Experimente!

Estou de volta.. e espero que seja semanal, caso tenham algumas indicações de livros e artigos referente ao teatro, me mandei para podermos compartilhar com nossos amigos teatreiros...

Em busca de novos teatreiros 2014


PROCURAM-SE TEATREIROS PARA

FAMÍLIA DO GRUPO TEATRAL PARE.



Quer ser um teatreiro do Grupo Teatral PARE?

Estamos buscando novos integrantes.

 - 2 Ator/Atriz;
 - 1 Integrante para Sonoplastia / Iluminação
 - 1 ajudante de cenografia.


Somos um grupo de teatro amador e oferecemos:

- 8 anos de experiência

- currículo com diversas peças, participações em festivais e diversos prêmios

- teatro diversificado e com conteúdo - temos o que dizer e fazer o público pensar.

- Temos a doutrina de nossas mensagens baseadas cristãs (Predominante Católica)

- oportunidade de integrar imediatamente o elenco aos novos espetáculos

- ambiente criativo e aprendizado teatral prático;

- visão do todo: interpretação, produção (cenário, figurino, iluminação, sonoplastia) e promoção

- possibilidade de aprender também funções técnicas como operação de luz e de som


Não exigimos experiência, mas buscamos pessoas:


- determinadas a colaborar e aprender
- com disponibilidade para ensaiar 1 geralmente sábado a tarde ou domingos de preferência que resida zona sul de SP ;

- para opções técnicas poderá ser para atividades específicas na montagem do espetáculo, sem precisar em estar todos os ensaios.

- que tenham no mínimo 18 anos

- com vontade de fazer novos amigos


Se interessou? Então envie um e-mail pra gente com seus dados: grp.pare@gmail.com


Atenção! Somos um grupo de teatro amador, sendo assim, não oferecemos remuneração

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O Mochileiro Teatreiro - Uma aventura em nome da arte...

A viagem

Em um dia de muita chuva em São Paulo, ainda de madrugada fui levado ao aeroporto por um amigo. O teatreiro, com apenas uma mochila nas costas e muitas expectativas para rever amigos, conhecer novas pessoas e buscar conhecimento.

Ao chegar na cidade maravilhosa, o primeiro pensamento: O que estou fazendo aqui sozinho? - Parece besteira após planejar e lutar tanto ir para o congresso e que está acostumada viajar sozinho a trabalho, mas a sensação era de algo novo. Estranho sentimento, que me deixava cada vez mais tenso e ansioso em chegar no destino.

Quando Taxi parou em frente, fiquei muito feliz e ao mesmo tempo em pânico, pois não sabia o que encontraria após atravessar os portões do recinto. Peguei minha credencial e busquei, com um olhar rápido se encontrava alguém conhecido para confortar minha ansiedade. Achei alguns do Rio, ai encontrei outra teatreira apaixonada por essa arte com uma amiga aventureira também de São Paulo. Imaginem só, saímos praticamente do mesmo local de SP e um não sabia da ida do outro. (Mas a aventura delas irei contar após minha experiência!)

Foi muito gratificante e renovador ter participado do 7º Congresso de Teatro - Arena de Cristo, pois tive a oportunidade de ver outros lutando pelo mesmo ideal, buscando conhecimento, partilhando experiências. Foi bom rever o Gabriel, Leandro e Baião. De encontrar a Ivete e a Mônica lá... Pena não ter assistido o ultimo espetáculo Asas.  Foi muito bom conhecer o pessoal do Arena e ver grupos de outros lugares, mesmo do cansaço de não ter dormido bem e de ter saído de madrugada, apenas bateu o cansaço quando cheguei dentro do avião voltando...

O congresso:

As oficinas foram muito boas, apesar do pouco tempo, o espetáculo também foi sensacional. Enfim, consegui trazer na mochila desse teatreiro viajante, muito mais do que minha expectativa, trouxe novos horizontes, ideias, planejamentos, trouxe força para recarregar a arte e continuar a caminhada e pelo mensagem passamos.

Conclusão: Teatreiros, aventure-se tanto no conhecimento como em conhecer novos lugares e costumes em nome da arte, isso lhe preenche de ideias e renova conceitos.

A aventura de umas teatreiras:

Agora: A aventura de minhas colegas de SP: Chegaram na sexta-feira, infelizmente não deu certo se hospedar onde havia conseguido com uma amiga. Não levaram nenhum contato de outras pessoas do Rio, ficaram vagando perto do Congresso a sexta-feira inteira até iniciarem a busca de algum lugar para passar a noite. Encontraram um, mas pelos relatos não era um lugar bacana e nossas aventureiras tiveram que pagar com os olhos um local decente. Na hora do almoço, durante o congresso, até o almoço terminou na vez delas, que tiveram que esperar e voltaram no domingo. Felizmente, conseguiram um lugar para passar a noite, pois o voo delas estava previsto ainda para domingo. Tentamos adiantar o voo, mas pela sorte delas de teatreiras em um mal espetáculo, não conseguimos.Enfim, espero que tenham voltado e bem;

Até a próxima teatreiros!




terça-feira, 19 de março de 2013

Grupo Teatral PARE procura novos teatreiros!!!


PROCURAM-SE TEATREIROS PARA

FAMÍLIA DO GRUPO TEATRAL PARE.



Quer ser um teatreiro do Grupo Teatral PARE?

Estamos buscando novos integrantes.

 

Somos um grupo de teatro amador e oferecemos:

- 8 anos de experiência

- currículo com diversas peças, participações em festivais e diversos prêmios

- teatro diversificado e com conteúdo - temos o que dizer e fazer o público pensar.

- Temos a doutrina de nossas mensagens baseadas cristãs (Predominante Católica)

- oportunidade de integrar imediatamente o elenco do espetáculo em construção:  'Fábrica das desventuras'

- ambiente criativo e aprendizado teatral prático;

- visão do todo: interpretação, produção (cenário, figurino, iluminação, sonoplastia) e promoção

- possibilidade de aprender também funções técnicas como operação de luz e de som

 

Não exigimos experiência, mas buscamos pessoas:

 

- determinadas a colaborar
 
- com disponibilidade para ensaiar 1 geralmente sábado a tarde ou domingos

- que tenham no mínimo 18 anos

- com vontade de fazer novos amigos

 

Se interessou? Então envie um e-mail pra gente com seus dados: grp.pare@gmail.com

 

Atenção! Somos um grupo de teatro amador, sendo assim, não oferecemos remuneração.

sábado, 16 de março de 2013

Teatro x Público

Desde que comecei no teatro aprendi que não importava quantas pessoas estariam prestigiando o espetáculo, 1 ou 400, seriam tratadas e respeitadas igualmente e com o mesmo amor na apresentação, com a mesma intensidade e qualidade. Porém como teatreiro, gostamos de ver a casa cheia, mas o que deparemos são muitas apresentações, em determinadas regiões, praticamente vazias, mesmo sendo gratuitas. Tendo apenas um bom público quando há atores/ Atrizes famosos, mesmo assim é para ver o próprio e não a peça em si.

Gostamos, mesmo que amadores, mostrar a arte para um número considerável de espectadores, desde que a mesma tenha qualidade, é claro! Vejo publicidades, vejo movimentações em redes sociais para divulgação, vejo cartazes e no dia do espetáculo, aparecem poucas pessoas.

Um dia, me preparando para ir a mais uma apresentação nos CEUS de São Paulo, encontrei uma vizinha, no qual a convidei para nos apreciar naquela apresentação, escutei o seguinte: "Mas, teatro não é para nós, teatro é muito caro!", então expliquei que seria uma apresentação gratuita e que existem muitos espetáculos profissionais gratuitos ou a baixo custo. A minha vizinha não foi naquela apresentação mas foi prestigiar em outras e adorou.

Em uma outra apresentação ao ar livre em que dirigi, no meio da apresentação, fui pego uma imagem  indescritível , onde uma senhora, que em sua linda história de vida, nunca havia visto uma apresentação teatral e que aquela a tinha emocionado, no qual, chorava compulsivamente... E em outra e pessoa nos procurou um dia após a apresentação, pois não havia conseguido dormir de tanto pensar e refletir na mensagem transmitida na apresentação e ela precisava nos contar e desabafar... Isso nos faz valer a pena todo o trabalho depositado na apresentação...

Não se todos compartilham comigo do mesmo sentimento, mas quando vejo que o público se identificou, ou recebeu o sentimento e a mensagem proposta no espetáculo, parece que todos os problemas enfrentados para chegar até ali desaparecem, somem pelo ato da compensação da missão cumprida...

Em outro dia, na mesma peregrinação de apresentação, convidei alguns conhecidos, eis a resposta de um deles:

 -  "Não gosto muito de teatro, pois parece uma coisa arcaica, prefiro ficar na net ou ver um filmes e de televisão". Ai eu perguntei:  - Mas você já foi assistir uma apresentação? A resposta foi negativa, mesmo assim não quis experimentar.

Nisso me deparo com algumas questões a serem refletidas pelos teatreios de Plantão:

  • Como apresentar o teatro para o público que o acha ainda elitista?
  • Como seduzir o público a "arriscar" a apreciar uma apresentação teatral?
  • Como conquistar um maior público em uma sociedade viciada em internet, televisão e filmes? É possível misturá-las ou aproveitá-las?
PARA NÓS TEATREIROS, NÃO IMPORTA O TAMANHO DO PÚBLICO O AMOR É O MESMO....
Questionem, opinem!


quinta-feira, 7 de março de 2013

Indicação de leitura - A encenação Contemporânea


Amigos teatreuris, mais uma indicação de leitura sugerida pelo nosso amigo Teatreiro Gabriel Barros...

Encenação Contemporânea, A

Origens, Tendências, Perspectivas

Patrice Pavis







SINOPSE


O QUE É A ENCENAÇÃO?



Qual o seu papel na constituição da obra teatral que chamamos de espetáculo?

Ele é apenas o da explicitação e/ou harmonização dos elementos contidos na peça ou no que quer que seja que sirva de base a uma representação cênica?

Um simples trabalho externo de correção ou de crítica do gesto, da voz, o entendimento, da incorporação ou interpretação do ator? Ou será tudo isso em conjunto, com uma função criativa e metodológica na composição síntese do encargo de cada um dos actantes que são postos em cena e que se integram segundo as concepções, o gosto, as tendências de quem exerce esta incumbência, isto é, o encenador? Em outros termos, será ele o autor de uma obra que recebe o nome de representação e/ou espetáculo de teatro?

Em A Encenação Contemporânea, um dos principais expoentes atuais da escola francesa de estudos da arte dramática, Patrice Pavis, reúne e focaliza, em todas as especificidades, as questões que englobam esse temário. Expondo cada um dos itens de forma objetiva e ao mesmo tempo crítica, desenvolve a sua análise a partir de um acompanhamento completo de evolução da mise en scène, seguida de uma sondagem até sua extensão extrema na leitura e na improvisação cênicas, o que lhe permite uma abordagem das apresentações encenadas e performáticas. Pontuando o espectro de sua inspeção nesse campo em geral e no espetáculo assistido em particular, mapeia as tendências da cenografia e as versões dadas à produção textual, sobretudo na França, o problema do ritual e da encenação no palco, bem como os cruzamentos entre ritual e encenação, antropologia e cultura, mídia e teatro no processo da construção, desconstrução e re-construção cênicas na modernidade e na chamada pós-modernidade, com sua repercussão no teatro do gesto e do ator e seus efeitos sobre a interpretação dos clássicos. Mas esta verdadeira suma das artes da direção teatral não se encerra na rica objetivação e definição conceitual, técnica e estética, pois Patrice Pavis conclui este amplo desenho com um balanço da encenação e uma indagação sobre o rumo que ela vai tomar no seu processo de existência e renovação como arte.


J. GUINSBURG


Aproveitem o livro e uma boa leitura, lembre-se: um bom teatreiro é curioso e investigativo. Pesquise, experimente e boas vivas mundos incríveis no palco...