terça-feira, 19 de março de 2013

Grupo Teatral PARE procura novos teatreiros!!!


PROCURAM-SE TEATREIROS PARA

FAMÍLIA DO GRUPO TEATRAL PARE.



Quer ser um teatreiro do Grupo Teatral PARE?

Estamos buscando novos integrantes.

 

Somos um grupo de teatro amador e oferecemos:

- 8 anos de experiência

- currículo com diversas peças, participações em festivais e diversos prêmios

- teatro diversificado e com conteúdo - temos o que dizer e fazer o público pensar.

- Temos a doutrina de nossas mensagens baseadas cristãs (Predominante Católica)

- oportunidade de integrar imediatamente o elenco do espetáculo em construção:  'Fábrica das desventuras'

- ambiente criativo e aprendizado teatral prático;

- visão do todo: interpretação, produção (cenário, figurino, iluminação, sonoplastia) e promoção

- possibilidade de aprender também funções técnicas como operação de luz e de som

 

Não exigimos experiência, mas buscamos pessoas:

 

- determinadas a colaborar
 
- com disponibilidade para ensaiar 1 geralmente sábado a tarde ou domingos

- que tenham no mínimo 18 anos

- com vontade de fazer novos amigos

 

Se interessou? Então envie um e-mail pra gente com seus dados: grp.pare@gmail.com

 

Atenção! Somos um grupo de teatro amador, sendo assim, não oferecemos remuneração.

sábado, 16 de março de 2013

Teatro x Público

Desde que comecei no teatro aprendi que não importava quantas pessoas estariam prestigiando o espetáculo, 1 ou 400, seriam tratadas e respeitadas igualmente e com o mesmo amor na apresentação, com a mesma intensidade e qualidade. Porém como teatreiro, gostamos de ver a casa cheia, mas o que deparemos são muitas apresentações, em determinadas regiões, praticamente vazias, mesmo sendo gratuitas. Tendo apenas um bom público quando há atores/ Atrizes famosos, mesmo assim é para ver o próprio e não a peça em si.

Gostamos, mesmo que amadores, mostrar a arte para um número considerável de espectadores, desde que a mesma tenha qualidade, é claro! Vejo publicidades, vejo movimentações em redes sociais para divulgação, vejo cartazes e no dia do espetáculo, aparecem poucas pessoas.

Um dia, me preparando para ir a mais uma apresentação nos CEUS de São Paulo, encontrei uma vizinha, no qual a convidei para nos apreciar naquela apresentação, escutei o seguinte: "Mas, teatro não é para nós, teatro é muito caro!", então expliquei que seria uma apresentação gratuita e que existem muitos espetáculos profissionais gratuitos ou a baixo custo. A minha vizinha não foi naquela apresentação mas foi prestigiar em outras e adorou.

Em uma outra apresentação ao ar livre em que dirigi, no meio da apresentação, fui pego uma imagem  indescritível , onde uma senhora, que em sua linda história de vida, nunca havia visto uma apresentação teatral e que aquela a tinha emocionado, no qual, chorava compulsivamente... E em outra e pessoa nos procurou um dia após a apresentação, pois não havia conseguido dormir de tanto pensar e refletir na mensagem transmitida na apresentação e ela precisava nos contar e desabafar... Isso nos faz valer a pena todo o trabalho depositado na apresentação...

Não se todos compartilham comigo do mesmo sentimento, mas quando vejo que o público se identificou, ou recebeu o sentimento e a mensagem proposta no espetáculo, parece que todos os problemas enfrentados para chegar até ali desaparecem, somem pelo ato da compensação da missão cumprida...

Em outro dia, na mesma peregrinação de apresentação, convidei alguns conhecidos, eis a resposta de um deles:

 -  "Não gosto muito de teatro, pois parece uma coisa arcaica, prefiro ficar na net ou ver um filmes e de televisão". Ai eu perguntei:  - Mas você já foi assistir uma apresentação? A resposta foi negativa, mesmo assim não quis experimentar.

Nisso me deparo com algumas questões a serem refletidas pelos teatreios de Plantão:

  • Como apresentar o teatro para o público que o acha ainda elitista?
  • Como seduzir o público a "arriscar" a apreciar uma apresentação teatral?
  • Como conquistar um maior público em uma sociedade viciada em internet, televisão e filmes? É possível misturá-las ou aproveitá-las?
PARA NÓS TEATREIROS, NÃO IMPORTA O TAMANHO DO PÚBLICO O AMOR É O MESMO....
Questionem, opinem!


quinta-feira, 7 de março de 2013

Indicação de leitura - A encenação Contemporânea


Amigos teatreuris, mais uma indicação de leitura sugerida pelo nosso amigo Teatreiro Gabriel Barros...

Encenação Contemporânea, A

Origens, Tendências, Perspectivas

Patrice Pavis







SINOPSE


O QUE É A ENCENAÇÃO?



Qual o seu papel na constituição da obra teatral que chamamos de espetáculo?

Ele é apenas o da explicitação e/ou harmonização dos elementos contidos na peça ou no que quer que seja que sirva de base a uma representação cênica?

Um simples trabalho externo de correção ou de crítica do gesto, da voz, o entendimento, da incorporação ou interpretação do ator? Ou será tudo isso em conjunto, com uma função criativa e metodológica na composição síntese do encargo de cada um dos actantes que são postos em cena e que se integram segundo as concepções, o gosto, as tendências de quem exerce esta incumbência, isto é, o encenador? Em outros termos, será ele o autor de uma obra que recebe o nome de representação e/ou espetáculo de teatro?

Em A Encenação Contemporânea, um dos principais expoentes atuais da escola francesa de estudos da arte dramática, Patrice Pavis, reúne e focaliza, em todas as especificidades, as questões que englobam esse temário. Expondo cada um dos itens de forma objetiva e ao mesmo tempo crítica, desenvolve a sua análise a partir de um acompanhamento completo de evolução da mise en scène, seguida de uma sondagem até sua extensão extrema na leitura e na improvisação cênicas, o que lhe permite uma abordagem das apresentações encenadas e performáticas. Pontuando o espectro de sua inspeção nesse campo em geral e no espetáculo assistido em particular, mapeia as tendências da cenografia e as versões dadas à produção textual, sobretudo na França, o problema do ritual e da encenação no palco, bem como os cruzamentos entre ritual e encenação, antropologia e cultura, mídia e teatro no processo da construção, desconstrução e re-construção cênicas na modernidade e na chamada pós-modernidade, com sua repercussão no teatro do gesto e do ator e seus efeitos sobre a interpretação dos clássicos. Mas esta verdadeira suma das artes da direção teatral não se encerra na rica objetivação e definição conceitual, técnica e estética, pois Patrice Pavis conclui este amplo desenho com um balanço da encenação e uma indagação sobre o rumo que ela vai tomar no seu processo de existência e renovação como arte.


J. GUINSBURG


Aproveitem o livro e uma boa leitura, lembre-se: um bom teatreiro é curioso e investigativo. Pesquise, experimente e boas vivas mundos incríveis no palco...